domingo, 11 de março de 2012

Quadragésimo segundo

Cá estais, e voltais em força! Sabeis mal! Sois salgadas e vindes sempre com um propósito. Egoísmo vosso, sempre com interesse da vossa parte. Não só trazeis água e sais , como sentimento. Para quê fugir? A culpa não é delas, é tua! Sempre foi e assim será. Uma atrás da outra, não as lágrimas, mas as coisas. Dizem que um"Déjà vu" é como prever o futuro. Um flash, uma imagem, um movimento. "Acho que já vi isto!". De facto, tu viste, previste. Mas então, porquê isto? As pernas estão cansadas, o peito sufocado e a cabeça baralhada. Daqueles momentos, que se andássemos para trás, se resolveria com uma palavra "Mamã!". Cresceste, lida com isso!

Dá-me a mão, vamo-nos deitar e adormecer, para sempre.

Se fosse como nos filmes, oh, se fosse...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Quadragésimo primeiro

São crianças! Crianças que brincam com barcos de papel, bonecas e cordas. Crianças que sorriem e choram. Crianças que percorrem milhas com as suas bicicletas velhas, usadas, sujas, partidas. A desculpa é sempre a mesma. "Não mãe, está boa!". Crianças que fingem ou falarão a verdade? Os rostos cobertos de terra, denunciam. Mil e uma árvores marcadas, estradas escritas, paredes pintadas e. . . em vão. Afugentam as pombas que vêm roubar os pedaços de pão que caem das mãos deles. Correm campos de ervas apenas por correr. Sem objectivo, sem sentido, apenas, talvez, prazer. Brincam "aos crescidos", tentando imitar alguém que não são. Esforçam-se, pois querem convencer os amigos que são outras pessoas, diferentes deles, uma farsa. No fim, um banho limpa todas as marcas do dia. Nada se passou, nada mudou, nada estragou. Dormem. Amanhã é um novo dia, novas brincadeiras, novas experiências, sem arrependimentos.

São mesmo? Ou Somos?

Se fosse como nos filmes, o físico andava de mão dada com o psicológico, sempre!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Quadragésimo

É, é estranha a forma de amar. É estranho como o amor passa a ódio. Como é que os opostos conseguem se aproximar tão facilmente? Não há conversa. A presença começa a tornar-se estranha, ou melhor, indiferente, daí, estranha. Distância! Essa maldita que me dá sempre o gosto de mostrar uma lágrima. Ora de prazer, ora de sofrer.
Despertaste qualquer coisa. Mas mudou. Oh, se mudou. Crescemos todos. Conversas sérias, actos correctos. Agora? Pequenas coisas de criança que amua. Pequenas? Fecha os olhos e sorri. Claro!


Se fosse como nos filmes, o "para sempre" era, de facto, até ao fim. Sorri, continua.